Ás vezes mais vale calar o silêncio e deixar falar o
coração, até porque quando falamos com o coração, falamos melhor, falamos mais
verdade e damos vida ás palavras mortas ditas num acaso da vida. Não há nada
melhor do que olhar para nós, e pensarmos que estamos vivos, mesmo com tantos
problemas que existem à nossa volta. Para além das mil voltas que a vida dá e
dos mil pensamentos que nos surgem a cada página virada, ainda estamos cá, para
ficar, para aguentar. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e então e as
vontades? Mudam com o quê? Não é com os tempos, porque os tempos limitam-nos a vida
tanto, tanto, que até doi de ver a vida de frente. Há sentimentos que nos dão
tanta vontade de chorar, de gritar e de gemer de dor e que preferimos calar.
Calamos a nossa fúria, porque temos medo de nos ver furiosos. Ninguém se
controla quando se sente ameaçado, com medos e dissabores, ninguém leva a vida
ao sabor do vento, já nos incitava a Pocahontas, naquele clássico primeiro
filme, que distinguia uma jovem índia de um cidadão da mais luxuosa corte de
Inglaterra. Não há controlo no nosso
espirito, nem sobre o que nós possuímos, quanto mais sobre nós mesmos. Doi só
de pensar que um dia vou ficar sozinha, neste mundo de infiéis cruéis que põem
o nosso povo a pão e água, e ainda pedem um bocado, cheios de comida na mesa.
Mas tudo bem, uma pessoa até aguenta a dor, tem de ser…
quinta-feira, 21 de junho de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Estranhas pessoas, estranhos hábitos. Estranhos daqueles que decoram frases feitas e põe-se a duvidar. Duvidam sem motivam, criticam sem fundamento, mas sabem que a razão está do meu - nosso, contudo - lado. Estranheza aquela das pessoas que não pensam antes de falar e pensam que a vida corre assim, não fazem mais porque "não consigo", mas pedem a Deus que algo aconteca. Deus é a salvação do povo, o único que nos consegue perceber, porque é simplesmente a única verdade em que conseguimos, de facto, nos apoderar. Apoderamo-nos de Deus, queremos realmente que ele explique os factos mais estranhos da nossa vida, do nosso ser, porque sabemos que ele é a resposta mais viável e mais inconfundível. Que tal, em vez de tentar arranjar respostas, fazermos as perguntas? Vamos começar a fazer as perguntas, em vez de respondê-las de cabeça. Vamos pensar. Estamos aqui, por algum motivo. Não há nada nem ninguém que possa mudar o facto de estarmos aqui, somente nós. Será que alguém tem poder sobre nós? Será que nós, na verdade, temos poder sobre nós? Será que existe vida para além desta? Ou podemos confiar em teorias do passado? Tantas perguntas, que TEMOS resposta. Perguntas pensadas, faladas, escritas por uma pessoa vulgar. Nós temos resposta para todas as perguntas, está escondida em cada corpo, cada alma, cada sorriso, cada olhar que se esconde atrás de um olho azul, verde ou castanho. Ainda há quem, por cima destas três cores naturais - azul de céu, verde da natureza e castanho da terra - queira pôr mais cores. Ao fazer isso, o vosso olhar só se esconde por detrás de mais e mais sombras - falsas. Vermelho, nos olhos? Para quê? Se tens 3 opções: Se tens o castanho, da terra, apaga o fogo? Se o azul, de mar, também o apaga. E se o verde, apazigua, põe a pureza por cima de qualquer coisa.
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